Olá, sou Deborah Rocha, jornalista formada em Comunicação Social (PUC–SP, 2004), diretora-fundadora da Abarca Comunicação e blogueira de dança. Há pelo menos dois anos, tenho me proposto a existir de forma independente, atuando como repórter e, mais recentemente, assessora de imprensa do Núcleo do Dirceu – plataforma presente nesta 1ª edição do Modos de Existir, Coletivos Artísticos.

O convite feito a mim por Nirvana Marinho de colaborar na produção de conteúdo desse blog – Santo Amaro em Rede – vem ao encontro do desejo, aqui partilhado, de mobilizar afetos e dissonâncias na atual paisagem da dança.

Nesse mundo de individualismo exacerbado, estar em colaboração – sem hierarquias, dogmas ou formas fixas –  é sem dúvida uma maneira de engajamento político. Uma provocação? Mas o que andam fazendo esses coletivos? Como se movimentam pela cena atual? Você imagina o que é criar nesse modus operandi?

Começo apresentando artistas e produtores de dois dos oito projetos convidados a compor esta programação acerca dos coletivos artísticos em dança na atualidade. O coletivo Couve-Flor, minicomunidade artística mundial, de Curitiba (PR), e a plataforma Núcleo do Dirceu, de Teresina (PI).

O primeiro configura-se assim: Cristiane Bouger é encenadora, dramaturga, performer e vídeo-artista; Elisabete Finger é bailarina e criadora, bolsista da Casa Hoffmann como muitos dos integrantes desse coletivo; Gustavo Bitencourt é ator, diretor de produção, performer, programador, designer gráfico, tradutor, ilustrador, artista do Ciclo de Ações Performáticas, evento também comum a muitos deles; Michelle Moura é bailarina e coreógrafa, e por três anos colaborou como co-criadora da Companhia de Dança Dani Lima; Neto Machado é ator e dançarino profissional; Ricardo Marinelli é artista da dança, educador e pesquisador e acaba de finalizar o projeto de pesquisa “Obras dentro da obra” (2008–2009).

Já no Núcleo do Dirceu estão em trânsito hoje Allexandre Santos, Caio César (residente do Jardim Equatorial, projeto também contemplado no Modos de Existir), César Costa, Cipó Alvarenga, Cleyde Silva, Elielson Pacheco, Izabelle Frota, Jell Carone, Jacob Alves, Janaína Lobo, Layane Holanda, Marcelo Evelin, Regina Veloso, Soraya Portela, Weyla Carvalho e Yang Dallas. Feita dessa forma, em ordem alfabética, a aparição dos nomes dos artistas do Núcleo implica na aposta, praticada há quase sete anos, de um compromisso de autonomia artística horizontal e fundamentalmente colaborativa.

Proponho que você ganhe um tempinho do seu dia e navegue pelos sites/blogs, buscando criar a sua própria percepção dos trabalhos. Um bom começo para quem também deseja existir com o corpo e a alma, não acha? Compartilhe aqui o que você entende por coletivo em dança!

E mais: esta semana você pode conhecer de perto o trabalho do Núcleo do Dirceu. A plataforma estreia em São Paulo a instalação performática 1000 Casas, de 8 a 12 de agosto, às 20h, no Itaú Cultural.