No encontro proposto com os coletivos artísticos em dança, no projeto Modos de Existir, no SESC Santo Amaro, uma constelação de questões estão colocadas passam pelo tempo útil do coletivo, pela concepção de pertencimento, de produção, de identidade, de público e de mobilidade. Aqui, proponho uma reflexão inicial sobre tais.

De partida, sabemos que muitos dos artistas estão ou estiveram em um coletivo porque percebiam nele outro modo de criação, produção, difusão, distinto daquele dos grupos, companhias ou mesmo solos. Ao mesmo tempo, é permitida não só pertencer ao coletivo, como estar em um estado de mobilidade entre projetos, com outros artistas, em outros continentes.

Isso nasceu como uma necessidade: é mesmo uma vantagem? é confortável? ou ainda, o quão fortalece o próprio estado de criação do artista da dança?

Diante disso, está em pauta: identidade, pertencimento e mobilidade.

Ao longo do fazer coletivamente, estabelece-se a necessidade de inventar novos modos de produção – porque, afinal de contas, dar visibilidade a um coletivo tão esteticamente potente porque diverso é mais pulsante do que a um solista ou causa maior curiosidade do que um grupo coeso – e, portanto, uma compreensão mais perspicaz sobre público. Para quem fazemos o que coletivamente é constituído?

Então, produção e público ou difusão.

Por fim, começaremos nossos encontros por aqui, que alguns coletivos estão encontrando um novo fim para novos inícios. Coletivo acaba?

Fórum aberto para sua apreciação, visita, colaboração. Bem vindo ao espaço coletivo dos coletivos em dança aqui convidados.