Mediação: Ana Teixeira

Provocador: Christine Greiner

Como pensar um outro modo de conversar sobre a dança no contexto institucional? Buscando libertar-se do já desgastado modelo que rege o contexto da produção artística, aquele em que predomina a “conversa depois do espetáculo” ou “de falas que se situam no processo de cada artista”, aqui se propõe “Outros modos de existir conversando” nesse tipo de ambiente, tendo como objetivo estimular transformações mais efetivas ao fazer artístico. Assim, para pensar sobre o Modo de Existir das “Companhias, Grupos e Núcleos” realizaremos seis conversas, buscando uma outra forma de trocar ideias, no formato “grupo de estudos”. Serão seis encontros com três horas de duração cada, em que os participantes entrarão em contato com algumas questões que norteiam os movimentos artísticos brasileiros. Contando com a participação de um profissional da área, que atua como um provocador, o objetivo é o de criar um diálogo potente com a heterogeneidade dos artistas envolvidos, buscando estabelecer um elo entre suas experiências e contextos. As seis conversas desse grupo de estudos estão implicadas uma com a outra, a cada dia um novo encontro continua o que foi discutido antes, atando-se ao durante e ao depois. As conversas agregam um provocador, os artistas e um mediador. Como provocador temos a participação da profª drª Christine Greiner (PUC–SP); os debatedores são os artistas que fazem parte do projeto. Com mediação da artista e pesquisadora Ana Teixeira, serão discutidos os aspectos artísticos, éticos, econômicos e estéticos associados a essas denominações. Esse grupo de estudos está aberto a todos aqueles que tiverem interesse em pensar e discutir questões que norteiam o fazer artístico.

Para além do ato de nomear: as tensões entre publico e privado. O público voltado para pólis/cidade, o privado para oikos/casa

O que está implicado no título de uma companhia que carrega o nome de uma cidade ou estado? Como se organiza essa estrutura artística? A discussão dessa primeira conversa será pontuada por questões que sublinhem o modo de existir de uma companhia ligada a um órgão público, bem como entender por que algumas companhias se intitulam com o nome de uma cidade ou estado sem estar atrelado oficialmente a ele.

05/11, terça, das 16h às 19h.

Grupo: ao que se refere esse vocábulo no contexto da dança? As tensões entre individual e coletivo. A diferença entre individualizado e singular. A individuação como processo.

Segundo o Dicionário Houaiss, dentre as acepções desse vocábulo, que surge, em 1789, destaca-se aqui: conjunto de pessoas ou coisas dispostas proximamente e formando um todo; conjunto de indivíduos com características, objetivos, interesses comuns. E na dança, como entender esse modo de organização?

06/11, quarta, das 16h às 19h.

Nós somos uma companhia? As diferenças entre companhia e comunidade. As comunidades seletivas, não substancialistas e o paradigma da imunização.

Companhia é um substantivo bastante empregado, na área da dança, para denominar um grupo ou uma associação de pessoas que trabalham juntas. Companhia, expressão que data do século XIII, tem sua raiz na palavra “companha”, que significa: “um grupo de pessoas que seguem juntas; grupo de pessoas montadas ou apeadas, que acompanham alguém nas montarias, jornadas etc.”

07/11, quinta, das 16h às 19h. 

Nome e sobrenome: a autoria narcísica versus a função autor.

O que impulsiona os artistas a nomearem uma companhia com seu nome nos nossos dias? É uma questão de autoria? É uma questão de mercado?

08/11, sexta, das 16h às 19h. 

Precisamos ser um núcleo ou nascemos como um núcleo de dança? Os dispositivos de poder e o pensamento gerencial.

Na cidades de São Paulo, um número bastante expressivo de companhias passaram a ser chamadas de núcleos, no ano de 2006. O que significa essa designação no contexto de uma necessidade para servir à um edital de fomento? E no contexto de uma conversa mais crítica e política de posicionamento no mundo?

09/11, sábado, das 13h às 16h.

Eu danço aqui: a cognição situada, o corpo que se constitui em processo coevolutivo com o ambiente.

Nessa conversa, receberemos os bailarinos integrantes dessas companhias, grupos e núcleos, para um bate-papo informal. Como é trabalhar nesses espaços?

10/11, domingo, das 13h às 16h.