O SESC Santo Amaro, na figura de Villas, realiza o projeto Modos de Existir – Coletivos Artísticos, nos remetendo à história de décadas de uma arte ativista, interventora e propositiva que fertilizou o espaço coletivo da criação nas artes e na cultura (Provos, 2010; Matteo Guarnaccia; TAZ: Zona Autônoma Temporária, 2011; Hakim Bey; Assalto à cultura: utopia, subversão e guerrilha na antiarte do século XX, 2005, Stewart Home) e nos trazendo, ao presente, a continuidade de um debate iniciado nesta última década no Brasil com o (in)surgimento dos coletivos artísticos em dança.

Com tão breve e intensa participação no Coletivo T1 e o acompanhamento afetivo, estético, ético de alguns tantos, o que me/nos move aqui é saber onde foi parar esse movimento que, mais que artístico, é político, uma vez que discute não só modos de criação e produção, como circulação e difusão.

Concepções de identidade e mobilidade estão, desde muito, na pauta do artista da dança, e por assim dizer de muitas linguagens artísticas. E pegos pelo movimento do mercado, do corpo e pela fala que cada artista declara quando em coletivo é o que torna tão presente este debate.

O que nos espera daqui a poucos dias são encontros da e sobre a coletividade, que muito mais do que processos colaborativos, questionam nosso estado de arte no mundo. E ainda, muito mais do que apontar estratégias ou soluções (mesmo que provisórias), podem nos contar como são vivas as estratégias de se estar junto, por isso, mudam, mudam, mudam…