Companhia, núcleo e grupo são designações distintas para modelos de organização em dança, mas será que essas nomeações apresentam, de fato, modos diferenciados de trabalhar na área da dança? As diferentes nomeações comunicam suas características específicas quando nos dirigimos ao teatro, na qualidade de público, para assistir a um espetáculo? O que os distingue? Será que, de fato, tudo está claro? Como entender essas terminologias nos dias de hoje? No que difere uma nomenclatura da outra? No que se distinguem esses tipos de estruturas artísticas? Essas nomenclaturas fazem parte de uma demanda de mercado? Como entender essas distintas denominações no contexto da dança? Por que as companhias e núcleos tendem a levar o nome dos coreógrafos ou diretores ou instituições que as abrigam? Como lidar com as distintas maneiras de se referir às propostas identificatórias dos artistas e instituições que se organizam em conjunto? Fazer um recorte na amplitude de possibilidades artísticas que delineiam o nosso país é tarefa árdua, assim o eixo central desse projeto é apresentar um campo possível de produções de diferentes estados brasileiros, que apontam para a questão desse projeto: companhia, grupo e núcleo, do que estamos falando? Quais os modos possíveis de existir na dança?